Ao contrário do que afirmam alguns, a realização das festas juninas aquecem a economia regional, valorizam a maior tradição festiva e cultural do nosso sertão e ainda gera oportunidades de renda para muitas famílias, empresários, comerciantes e profissionais. Isso é fato, principalmente nos dias atuais, quando se faz necessário um planejamento e organização, utilizando-se nestes eventos, empresas especializadas em estrutura, segurança, ornamentação, enfim, é comprovado o aquecimento da economia e geração de campos de trabalho.

É evidente que existem críticas, que em alguns casos, fundamentadas na verdade, contribuem para se evitar gastos excessivos e até evitar que gestores irresponsáveis, realizem sem as mínimas condições, festas populares e logo após, áreas essenciais como o atendimento à saúde, educação, merenda escolar, pagamento de funcionários e compromissos com fornecedores sejam prejudicados. Nestes casos, quando o município não suporta conciliar tais despesas, mesmo recebendo auxílio externo, o que nunca é suficiente, é aconselhável não se realizar ou adiar os festejos. Isso se chama bom senso e responsabilidade administrativa.

Porém, para os municípios que, mesmo enfrentando dificuldades, conseguem de maneira inteligente e responsável conciliar as coisas, asseguradas as demandas de serviços e direitos da população, estando com as suas finanças equilibradas, não só podem, como devem realizar tais festejos, pois além de todos os benefícios relatados acima, o gestor contribui para a integração, para o lazer de uma comunidade que na sua maioria, tem nas festas de Santo Antônio, São João e São Pedro, únicas formas de divertimento, momento em que o homem do campo com a sua família, se reúne com o advogado, o médico, o gari o pedreiro, a professora, enfim, as festas tradicionais do mês de junho, que hoje são comemoradas em praça pública e tem como principal incentivador o poder público municipal, tem a força de reunir segmentos distintos da sociedade em uma confraternização anual, promovendo a alegria a descontração, o reencontro entre familiares e amigos distantes, é um momento mágico, quando as cidades se enchem de graça, num clima envolvente que contagia a todos, desde os artistas que são responsáveis pela animação das festas, como as autoridades, a juventude, os idosos, comerciantes que buscam receber bem a multidão, afinal, as festas já ganharam destaque no calendário do nosso sertão e há anos possui a magia de, no mês de junho, enfeitar ruas e arraias, alegrando os corações do povo sertanejo.

A crise existe é verdade, por sinal, ela preocupa por demais não somente gestores, como também empresas, trabalhadores, donas de casa, o jovem que busca espaço no mercado de trabalho. As dificuldades são visíveis e diárias, porém, ao realizar de forma pensada e programada os festejos juninos, o Prefeito que tiver condições reais de fazê-los, estará certamente desagradando a alguns críticos, porém, estará ofertando o lazer, a diversão a grande maioria dos seus munícipes e milhares de visitantes que além de deixar recursos para impulsionar a economia, contribuem para alegrar as cidades do nosso sertão tão castigado.