
O pré-candidato a deputado federal pelo DEM, Elmar Nascimento, defende a ideia. “Com uma só coligação, com certeza ampliaríamos o número de eleitos na Assembleia e no Congresso”, disse. Questionado sobre a ideia do chapão, em entrevista à Tribuna, o ex-governador Paulo Souto se manteve isento. Confirma o diálogo, mas não declara o favoritismo.
“Os partidos estão conversando e a situação está praticamente definida. Eles vão fazer as melhores combinações que possam proporcionar o maior número de deputados como também favorece a disputa da majoritária”, salienta.
Partidos menores querem sair “desgarrados”
O presidente do PV, Alan Lacerda, que é prefeito de Licínio de Almeida, acredita que o chapão limitaria o número de vagas na corrida. “Seria interessante a divisão e também a participação do PMDB, mas ainda estamos na fase do diálogo. O PV poderia sair sozinho, mas entende que há uma conjuntura a ser estudada”, disse.
O PMDB pode ser a menina dos olhos de uma coligação afastada do PSDB, DEM e Solidariedade, por exemplo. A agremiação capitaneada pelo pré-candidato ao Senado, Geddel Vieira Lima, tem nomes fortes dentre os seus postulantes.
À Câmara Federal, estão bem cotados Lúcio Vieira Lima e Colbert Martins. Já para Assembleia figuram como nomes puxadores os de Bruno Reis, Pedro Tavares e Leur Lomanto Jr.
Um dos novos nomes do PMDB na região sisaleira é o vice-prefeito de Conceição do Coité, Alex Lopes, cujas articulações estão em mais de 300 cidades baianas. Novato ao pleito estadual, Lopes defende a condução de duas coligações ou mais.
“Eu acho que diferente do chapão, novas coligações darão mais oportunidades ao aumento do número de candidatos e, consequentemente, aumentar o número de votos agregados para fazermos um bom quociente eleitoral. Eu acho que agrupa mais, ajuda muito mais e é interessante”, destaca.
Os demais partidos, como o PEN e o PPL, ainda não definiram suas posições. Até amanhã as arestas serão cortadas, pois a convenção majoritária deverá afunilar as discussões.
