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Pais de jovem participaram de homenagem (Foto: Reproduçaõ/TV Bahia)

Alunos da Escola Bahiana de Medicina fizeram nesta segunda-feira (31) uma homenagem à estudante Marianna Oliveira Teles, que estudava no local. A jovem de 22 anos foi morta no sábado (29) em uma tentativa de assalto no bairro do Costa Azul.
Os estudantes levavam flores para lembrar Marianna. "Só Deus sabe o quanto eu queria ter podido dar um último abraço, falar o quanto eu a amo, o quanto eu a admiro", disse, em meio a lágrimas, uma das amigas.
 
Os pais e a irmã da universitária estiveram presentes e se emocionaram com os discursos dos colegas. "Sei que todos estão na mesma sintonia de amor e de oração pra Mariana, obrigada", disse a mãe da jovem, Virgínia. O pai da jovem, Moisés Teles, falou das boas lembranças que a filha deixou. "A alegria, a vontade de viver, a profissão, o estudo. Pelo que ouvi aqui a demonstração dos amigos, parece até que todos perderam uma irmã. Então, sabe como é difícil isso", disse ele à TV Bahia.
 
Marianna foi morta depois de parar o carro na rua Coronel Mattos para visitar o namorado. Logo depois ela foi abordada. A polícia investiga se a jovem reagiu. Ela foi baleada e o suspeito fugiu, roubando outro carro para escapar. Um retrato-falado foi divulgado hoje pela polícia.
 
De acordo com a delegada Andreia Ribeiro, titular da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico), o retrato-falado foi feito com base no depoimento prestado pela segunda vítima do crime, um vendedor, que teve o veículo roubado pelo latrocida, um GM Cruze Branco, placa, OUI -5413, após ter atirado na estudante. O veículo ainda não foi localizado pela polícia. Segundo ele, o assaltante possui mais ou menos 25 anos, tem entre 1,65 e 1,68 de altura, cor parda, olhos castanho-escuros, e usava bigode no dia do crime.
 
Retrato falado foi divulgado  (Foto: Polícia Civil)
 
“Em depoimento, ele (vendedor) disse que estava parado no cruzamento da rua Profª. Maria Helena Fonseca, que fica transversal a de onde o assaltante cometeu o crime, quando foi abordado. Ele informou que o homem estava armado, nervoso e que aparentava estar sob efeito de drogas. Ele disse que também foi ameaçado”, relatou a delegada. 
 
Ainda de acordo com a delegada, o latrocida teria efetuado o disparo após Marianna tentar correr em direção ao prédio do namorado. “Ainda não sabemos se ela de fato teria reagido, mas sabemos que ela chegou a correr para o prédio do namorado e tocar o interfone, mas ele estava em outra ligação no celular e só percebeu o que tinha acontecido depois de ouvir os tiros”, explicou Andreia, que não confirmou a informação de que a estudante teria jogado uma mochila para dentro do condomínio, como vinha sendo divulgado.
 
Até o final da tarde desta segunda-feira (31), quatro pessoas já tinham sido ouvidas pela delegada, entre elas o namorado de Marianna, o vendedor que teve o carro roubado e parentes da estudante. Outras testemunhas também são esperadas na polícia para prestar depoimento. Equipes do Serviço de Investigação (SI) trabalham para localizar novas imagens de câmeras de segurança que possam ajudar a identificar o suspeito. O caso continuará sendo investigado pela 1ª DH. 
 
Ainda segundo a Andreia Ribeiro, até o momento, as investigações apontam que o suspeito teria atuado sozinho, mas a polícia não descarta a possibilidade de outro envolvido no crime. "As investigações ainda estão abertas, estamos analisando os fatos. Não descartamos nenhuma hipótese", disse. Questionada sobre possível ligação entre outros crimes da mesma modalidade na cidade, a delegada acredita não terem vínculo.