“Este vai ser um jogo de erros. Vamos fazer um jogo seguro. Com certeza vão aparecer oportunidades no contra-ataque e vamos tentar aproveitar”, disse o treinador Evandro Guimarães no início da final do Baianão 2015. Mas o treinador não poderia prevê o comportamento apático de seu time, como também não poderia esperar que esta partida fosse semelhante a do ano de 2008, já que quase todo seu elenco não estava lá.
 
Naquele ano, o Vitória da Conquista, ainda com três anos de fundação, teve a sua primeira chance de ser campeão baiano. Sua última partida pelo quadrangular final foi contra o mesmo Bahia e uma vitória simples premiaria o alviverde como campeão. Mas o resultado final foi decepcionante. O Bahia aplicou cinco gols no Bode, que não conseguiu fazer nenhum. Porém, mesmo com o resultado, quem levou a taça foi o rival do tricolor, o Vitória.
 
Assim como naquele 4 de maio de 2008, o Conquista chegou à capital baiana com a confiança de toda a cidade de Conquista e  diversas outras do Sudoeste, que aprenderam a gostar e passaram a torcer pelo time, especialmente pela humildade e determinação até aqui demonstradas. Talvez, o principal fator negativo, foi exatamente a confiança exagerada, já que a vantagem de poder perder por dois gols de diferença dava uma boa folga para Bode. Mas o resultado voltou a ser uma grande goleada: 6 X 0.  Dessa vez, o resultado deu o título ao próprio Bahia e deixou mais intenso o gosto amargo na boca dos torcedores alviverdes.
 
Além de virar o principal algoz do time conquistense, o clube da capital colocou em cheque todo o trabalho desenvolvido pelo clube nesses 10 anos. A campanha invicta, até este domingo, foi premiada com um segundo lugar inédito, porém muito triste, já que “tudo conspirava a favor”, como descreveu seu próprio presidente.
 
 
A confiança do Vitória da Conquista era muito grande. Tudo parecia conspirar a favor do primeiro título estadual. Mas o Bahia mostrou porque era considerado o favorito e conquistou o seu 46º título de Campeonato Baiano com uma grande goleada de 6 X 0, sobre o time conquistense.
 
O que parecia ser uma tarefa tranquila, se mostrou uma das mais trágicas da curta história do Vitória da Conquista. 
 
O Vitória da Conquista iniciou a partida muito assustado, sem o entrosamento apresentado na primeira partida da final, quando aplicou 3 X 0 no Bahia. Os erros, principalmente na lateral esquerda, se tornaram constantes. A reposição de bola do goleiro Viáfara ficava por pouco tempo no controle do alviverde. E o Bahia soube aproveitar muito bem; fazendo seis gols no Bode.
 
Nada do que o treinador Evandro Guimarães tentou fazer no intervalo foi suficiente. No segundo tempo, o elenco conquistense conseguiu povoar mais a zona de defesa do Bahia, mas sem apresentar perigo para o goleiro Jean. Já o tricolor continuou se aproveitando das fragilidades do Vitória da Conquista e marcou mais três gols, dois deles de pênalti.