Corpos de comerciantes baianos e mineiros retornam às cidades de origem após acidente devastador; comoção marca despedidas e autoridades acompanham liberação das últimas vítimas no IML.

O fim de semana foi de dor e despedidas para dezenas de famílias do interior da Bahia e de Minas Gerais. Após a tragédia que deixou 17 mortos na BR-423, entre Paranatama e Saloá, em Pernambuco, os corpos começaram a ser sepultados em suas cidades de origem. O Instituto de Medicina Legal (IML) de Pernambuco concluiu a identificação de todas as vítimas e liberou a maior parte dos corpos ainda no domingo. As cerimônias fúnebres se espalharam por municípios como Brumado, Aracatu, Caetité, Guanambi, Barra da Estiva, Rio do Pires, dentre outras da Bahia, além de cidades mineiras como Espinosa e Porteirinha.

As vítimas viajavam em um ônibus de turismo que retornava de Santa Cruz do Capibaribe (PE), importante polo de confecções, para Brumado. A viagem, que era parte da rotina de comerciantes e revendedores, terminou em tragédia na noite de sexta-feira, quando o veículo tombou em um trecho sinuoso da rodovia conhecido como Serra dos Ventos. Nas pequenas cidades, o clima foi de profunda comoção com os velórios, prefeituras decretaram luto oficial em homenagens às vítimas.

Mãe e filha estavam entre as 17 vítimas fatais do grave acidente de ônibus em Pernambuco. Marlene Medeiros de Souza e Sirlândia de Souza Machado não resistiram após veículo perder o controle e tombar na pista.

A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco informou que dois corpos ainda permanecem no IML do Recife, aguardando liberação. O órgão assegurou que equipes seguem mobilizadas para agilizar o processo e oferecer suporte aos familiares, inclusive com o transporte dos corpos. Enquanto os sepultamentos avançam, as famílias tentam lidar com o impacto da perda e o desafio logístico de organizar o retorno dos corpos entre os estados. Voluntários, prefeituras e igrejas locais se uniram para custear translados e oferecer acolhimento psicológico aos parentes.

O acidente reacendeu discussões sobre a segurança nas viagens de turismo e compras, comuns entre pequenos comerciantes do interior. Ainda que as investigações sobre as causas do tombamento continuem, o foco imediato das autoridades e das comunidades é garantir que cada vítima tenha uma despedida digna e que o luto seja vivido com o respeito e a solidariedade que a tragédia exige.