Há exatos dois anos o pequeno Douglas, de apenas 12 anos, abandonou a casa em que morava, no bairro de Paripe, e passou a viver nas ruas do Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador. O motivo foi à violência com que o padrasto tratava afamília. Era rotina ver a mãe apanhar quando o pai de criação bebia. Inconformado, ele esfaqueou o padrasto nas costas e fugiu. Hoje ele vive da esmola de turistas e engrossa as estatísticas dos moradores de rua no país. De acordo com o censo da Secretaria Nacional de Direitos Humanos (SDH), cerca de 70% das crianças e adolescentes que fogem de casa sofreram algum tipo de violência doméstica. Além disso, 30,4% tornam-se viciados em drogas ou álcool, como o próprio Douglas, usuário de crack.