O governador Jaques Wagner (PT) anunciou na manhã desta segunda-feira (3) que a Bahia entrará no Horário de Verão a partir do dia 16 deste mês. O estado estava de fora da mudança de horário há oito anos. Na semana passada, o gestor declarou que esperava o resultado de um estudo sobre o nascimento do sol dia a dia para anunciar a decisão. O levantamento, segundo o gestor, apontou que, como o sol nasce de 45 a 47 minutos mais cedo no estado, a interferência no cotidiano da população é mínima. A volta do Horário de Verão foi uma reivindicação de empresários baianos, que argumentavam que o descompasso no fuso tem impacto no sistema bancário, na programação de rádio e TV, no fechamento de câmbio e na bolsa de valores.
O retorno da Bahia ao horário de verão após oito anos, foi considerado como uma “decisão monocrática” do governo, na avaliação do líder do bloco PSC-PTN na Assembleia Legislativa, Targino Machado (PSC). O deputado estadual, em entrevista ao Bahia Notícias, criticou a não realização de uma consulta popular para discutir o tema e considerou a possibilidade de o Estado ter cedido a interferências do empresariado. “Eu não posso afirmar que sim, mas deve ter sido submetido a pressões, pois mudou muito rapidamente de opinião. Deveria ser feita uma pesquisa com o povo para que se tivesse uma decisão democrática, como foi exarado pelo governador [Jaques Wagner], pois mexe com a vida das pessoas”, opinou. Para o parlamentar, a medida foi adotada este ano porque a sucessão para o Palácio de Ondina está distante. “Deus sabe por que razões ele não aderiu ano passado. Por que foi ano eleitoral ele não quis se submeter ao desgaste?”, indagou Targino. Leventamentos realizados apontam que mais da metade dos entrevistados não aprova o avanço de uma hora nos ponteiros.

