A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informa em nota divulgada nesta quarta-feira que uma sindicância foi instaurada para apurar as circunstâncias da prisão do jornalista Ederivaldo Benedito dos Santos, no último domingo.
Conhecido como Bené, ele registrava o momento em que quatro policiais abordavam dois jovens que participavam da 8ª Parada Gay de Itabuna, no sul da Bahia. Ao perceberem que estavam sendo fotografados, os policiais pediram que ele apagasse as fotos. Com a recusa, os militares exigiram que entregasse a câmara, o que foi novamente negado, causando grande confusão no local. Ederivaldo foi preso sob a alegação de desacato, levado à delegacia e liberado após quatro horas de depoimento, quando afirmou que os militares agiram com “trulência”. Ao delegado, os policiais disseram que o jornalista estaria atrapalhando a abordagem, além de não portar documentos e reagir de forma agressiva às solicitações.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Itabuna, Andirlei  Nascimento, que compareceu à unidade, declarou que houve excesso dos PMs, que alegam desacato e resistência à prisão. “O repórter estava fotografando. Como pode prender alguém tão somente porque essa pessoa estava fotografando uma abordagem? Então, vamos voltar aos tempos da ditadura”, criticou. Dr. Andirlei afirmou que Ederivaldo estava exercendo a sua profissão e vai exigir a punição dos envolvidos. “A OAB vai tomar posição e exigir a punição dos policiais. A instituição acompanhará todo o desenrolar do inquérito na polícia civil e se possível inquérito militar”.  O profissional de imprensa foi obrigado pelos policiais a apagar as imagens da sua máquina digital. Bené, foi conduzido à delegacia da cidade, onde permaneceu detido até a chegada do delegado plantonista, que ouviu o seu depoimento e o liberou.