2012 está aí… para uns 2011 passou rápido demais e para outros muito demorado em tanto pesar! Mas – distanciados ou não em diferenças teológicas ou culturais – acabamos irmanados num certo simbolismo de reflexão sobre caminhos percorridos durante o ano que passou ou sobre o sentido verdadeiro deste nosso rito de passagem no renascimento do Menino Jesus no Natal. Nesse período identificamos dos ensinamentos ancestrais sagrados de belos valores espirituais até a disputa comercial entre burocracias religiosas na propagação da fé e a voraz hegemonia do consumismo desvairado como norma propagada e vergonhosamente incorporada por muitos.
O Natal que foi celebrado, verdadeiramente nos obrigou a pensar ao menos em certas circunstâncias do nascimento e da vida de Jesus… Quando as línguas ferinas e maldosas serpentearem para a fofoca vulgar contra algumas mulheres lembrem-se de Maria e de tudo que ela deve ter sofrido em terríveis e cruéis preconceitos… Quando a ostentação vulgar da riqueza material for mais sedutora do que a honestidade, a honra e o bom caráter pensem na simplicidade de José e da manjedoura… Quando a busca desvairada pelo poder impregnar sua alma em hipocrisia, corrupção e mentiras lembrem de que o menino que celebramos estes dias foi o homem iluminado que enfrentou e condenou esse tipo de poder também com um chicote nas mãos… Quando as crianças nas ruas e sarjetas se mostrarem destroçadas pela miséria humana das drogas e violência lembrem que ali naqueles pequenos corpos em escombros está verdadeiramente o Reino de Deus… Quando olhares com desdém e ironia um pequeno cachorrinho indefeso ser humilhado e espancado até a morte lembra que o Jesus que glorificas nasceu num pequeno abrigo de animais… Quando ousares humilhar, apedrejar e matar alguém – pela cor da pele, pelas formas de amar, pela religião que testemunha, pela extrema pobreza material em que vive – é essencial lembrar também das difíceis escolhas feitas na vida por Jesus…