O lançamento do filme Feito Pipa nos cinemas brasileiros traz um emocionante encontro de gerações do audiovisual baiano. A obra, que representa o Brasil na disputa por uma vaga entre os indicados ao Oscar 2027, colocou frente a frente o experiente ator Lázaro Ramos e o jovem estreante Yuri Gomes, natural de Salvador.

Durante os ensaios da produção, realizados em Fortaleza, a conexão entre os dois artistas foi imediata. Lázaro revelou publicamente ter visto no menino um verdadeiro reflexo de sua própria trajetória e infância na capital baiana, destacando origens artísticas semelhantes em projetos culturais locais.

Encontro de gerações e lembranças da infância em Salvador

O protagonista consagrado do cinema nacional não escondeu a forte identificação ao observar o colega de elenco na sala de ensaio. Segundo Lázaro Ramos, o garoto trazia na essência traços que remetiam diretamente aos seus primeiros passos na arte, marcados pelo humor ágil e pela inteligência típica de quem cresceu em meio à vivência artística soteropolitana.

Essa sintonia pessoal acabou transbordando para a tela grande, onde interpretam pai e filho em uma trama marcada por desafios emocionais. Para o ator veterano, o projeto vai além da simples narrativa de um homem rígido, propondo um olhar aprofundado sobre os afetos silenciados e as complexidades das relações familiares.

Conflitos familiares e representatividade no sertão cearense

Na trama dirigida por Allan Deberton, Yuri Gomes interpreta Gugu, um garoto de doze anos apaixonado por futebol e criado com liberdade pela avó, vivida por Teca Pereira. A dinâmica familiar sofre uma reviravolta quando a matriarca passa a enfrentar o Alzheimer, obrigando o menino a conviver mais de perto com o pai, Batista, personagem interpretado por Lázaro.

Ambientado no interior do Ceará, o longa utiliza as paisagens e as transformações da região para pontuar a narrativa. A produção acumula passagens de destaque por importantes festivais internacionais e nacionais, consolidando-se como uma das apostas recentes mais fortes do cinema brasileiro contemporâneo.

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