“Eu não sei o que estou sentindo, ainda estou meio lesada”, afirma Jamile Alves Lima, 22 anos, esposa de um vereador da cidade de Ibirapuã, localizada a cerca de 900 km de Salvador. Ela diz que foi torturada, estuprada e teve os cabelos e a sobrancelha raspados pelo marido, de 37 anos. Em entrevista na tarde desta terça-feira a vítima afirmou que o vereador cometeu o crime na quarta-feira (16), após busca-lá em uma loja de material de construções, onde trabalha como balconista.
Jamile disse que registrou um boletim de ocorrência (B.O) na delegacia do município na tarde de segunda-feira (21). Outro registro policial também foi feito pela vítima na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), em Teixeira de Freitas, cidade próxima a Ibirapuã. Segundo a polícia, o vereador está foragido desde o dia do crime. Repórteres tentaram falar com ele por telefone, mas o celular está desligado.
A muher do vereador afirmou que, após deixá-la em casa, o marido disse que iria para uma assembleia na Câmara de Vereadores do município, mas retornou minutos depois alegando que não havia nada importante para fazer na Câmara. Ela disse ainda que o suspeito trocou de roupa, sentou no sofá para assistir televisão e, instantes depois, pediu que ela pegasse papel e caneta e escrevesse um pedido de perdão. Ao questionar a solicitação do marido, a vítima diz que o vereador começou a agredi-la e iniciou uma sessão de tortura que durou cerca de duas horas. “Ele pediu que eu escrevesse na carta que não presto, não sou digna, que sou ordinária. Ele queria que eu confessasse uma traição na carta”, disse Jamile Alves.
