Pré-candidato defende uma revolução econômica longe da capital, com industrialização, empregos, hospitais regionais e expansão do ensino superior para devolver dignidade ao povo do interior

Nos bastidores da política baiana, cresce a percepção de que a eleição de 2026 poderá ser marcada por um debate que vai muito além das disputas tradicionais entre grupos políticos. O centro da discussão começa a migrar para uma pauta histórica e sensível, a reconstrução econômica e social do interior da Bahia.

E é justamente nesse cenário que o pré-candidato ao Governo do Estado, ACM Neto, vem consolidando um discurso que ganha força entre prefeitos, produtores rurais, empresários e lideranças regionais cansadas de ver o desenvolvimento concentrado apenas em Salvador e na Região Metropolitana.
Segundo a assessoria do ex-prefeito de Salvador, a proposta defendida por Neto passa por uma transformação profunda na lógica de crescimento da Bahia. A ideia é clara, interiorizar o desenvolvimento, atrair indústrias de transformação, estimular cadeias produtivas regionais e criar oportunidades reais para que milhares de famílias possam viver com dignidade sem precisar deixar suas cidades em busca de emprego.

Ainda segundo os articuladores, existem municípios estratégicos como Macaúbas, Paramirim e Livramento de Nossa Senhora, que simbolizam exatamente esse potencial ainda pouco explorado pelo estado. Cidades com localização privilegiada, disponibilidade hídrica, terras férteis e forte vocação agrícola, mas que ainda convivem com limitações econômicas que impedem o pleno desenvolvimento da população.

Nos bastidores, aliados de ACM Neto afirmam que o projeto vai muito além de promessas eleitorais. A intenção é construir um novo modelo econômico para a Bahia, baseado na descentralização das oportunidades e no fortalecimento das economias regionais. A implantação de frigoríficos, grandes aviários, matadouros modernos, indústrias de beneficiamento de frutas, fábricas de calçados e agroindústrias aparece como prioridade dentro dessa visão. O objetivo seria transformar o interior em polo produtor, industrial e exportador, agregando valor à produção local e criando milhares de empregos diretos e indiretos.

As falas oficias do grupo político ligado ao ex-prefeito é de que não existe desenvolvimento sustentável sem geração de emprego perto de onde as pessoas vivem. Hoje, milhares de jovens deixam o interior todos os anos por falta de oportunidade, esvaziando cidades e enfraquecendo economias locais.
Por isso, ACM Neto também tem defendido uma política de descentralização da saúde e da educação superior. As propostas envolvem ampliar a presença de hospitais regionais, fortalecer centros especializados e expandir o acesso às universidades e faculdades públicas fora dos grandes centros urbanos.
A avaliação é de que o interior não precisa apenas de assistência do estado, mas de estrutura permanente para crescer sozinho, gerar riqueza e oferecer qualidade de vida à população. Em diversas agendas pelo interior, ACM Neto tem repetido que cada região da Bahia possui vocações próprias e que o governo precisa enxergar essas potencialidades de forma estratégica. Na prática, isso significa criar infraestrutura, melhorar a logística, incentivar investimentos privados e estabelecer parcerias com as prefeituras para acelerar a chegada de empreendimentos.

A movimentação política já desperta atenção porque toca diretamente em uma das maiores feridas históricas da Bahia, a desigualdade regional. Enquanto outros estados nordestinos avançaram na industrialização e na interiorização do crescimento econômico, muitas regiões baianas permaneceram dependentes do setor público e de economias sazonais. A Bacia do Paramirim é um desses territórios, onde existem vácuos prejudiciais, com a ausência de empreendimentos públicos e privados. A consequência disso aparece nos indicadores sociais, no desemprego e no êxodo da juventude.

Segundo um dos deputados que assessora a pré-campanha, A aposta de ACM Neto mira exatamente essa insatisfação silenciosa do interior. O discurso de fortalecimento regional começa a encontrar respaldo entre setores que enxergam na descentralização da economia uma possibilidade concreta de transformação social. Nos bastidores, prefeitos e lideranças regionais já avaliam que a industrialização do interior pode representar uma verdadeira revolução econômica para cidades médias e pequenas, criando um novo mapa de oportunidades na Bahia.

Mais do que uma estratégia eleitoral, a proposta tenta consolidar uma ideia de futuro, uma Bahia menos concentrada, mais produtiva, mais integrada e capaz de oferecer emprego, saúde, educação e dignidade para quem vive longe da capital.