
O governador Jaques Wagner sempre disse ao longo dos seus governos que não se sentia desprestigiado pelos presidentes Lula/Dilma, como acusava a oposição, e que a Bahia esteve bem contemplada pelo governo federal, tanto no período dela como no de Lula. Confiança absoluta. E a Bahia, de fato, teve muita coisa. Os governos Wagner, foram, basicamente, amparados pelo governo federal nos programas essenciais – Minha Casa, Água para Todos, Saúde e assim por diante.
A questão é que a Bahia sempre deu muito a Lula e Dilma, mais do que recebe. Tem sido fundamental como cabeça da região Nordeste nas vitórias dos candidatos petistas à presidente. Na última eleição, então, proporcionalmente, foi o estado que deu mais votos a Dilma. E a atuação política e eleitoral de Wagner foi de tirar o chapéu, elegendo seu sucessor e dando uma votação estrondosa a Dilma.
Esperava-se, assim, que a presidente contemplasse a Bahia com um Ministério de ponta, dos melhores da República. Mas, o que se confirma é que o governador Wagner, depois de estar sendo cotado para várias pastas acabou indo para o Ministério da Defesa, um ministério sem a menor importância política, ainda que possa ser estratégico do ponto de vista da defesa nacional, pois, comanda as Forças Armadas.
O Ministério da Defesa cuida de projetos tecnológicos importantes para o País, como a construção do submarino nuclear pela França em parceria com o Brasil, os aviões caças suecos, a Base da Marinha na Antártica, bem como o desenvolvimento de satélites. Conforme Wagner, foi ele próprio que sugeriu a Dilma sua ida para a pasta da Defesa.
Além disso, ele vai participar da coordenação política do Palácio do Planalto que reúne os ministros mais próximos da presidente. "Creio que as pessoas desconhecem a dimensão que tem hoje o Exército, a Marinha e a Aeronáutica do ponto de vista de tecnologia, da diminuição de vulnerabilidade de segmentos socias", disse o governador, explicando que, como vai participar do conselho de ministros mais próximos de Dilma.
Resumindo, Wagner que é carioca, cumpriu um ciclo por aqui e se acha agasalhado em Brasília. Porém, para os baianos, é muito pouco o que o Planalto oferece à Bahia nesse início de novo mandato. Há quem diga que os olhos de Lula e Dilma hoje estão voltados para reverter a situação no Sul e Sudeste, uma vez que, acreditam ter domínio total de lideranças e de votos por aqui.
