Depois dos movimentos sociais que abalaram a Copa das Confederações em junho deste ano e que reduziram a popularidade da presidente Dilma, o governo se preparou para conter quaisquer movimentos em torno da Copa do Mundo de 2014, incluindo uma tropa de choque já treinada e investimentos em segurança de mais de R$1 bilhão.
Mas, eis que, surge neste verão um novo movimento intitulado "rolezinho" (vem do antigo rolé, giro, caminhada em pracinhas, jardins e shoppings, paquera) que está assustando o Palácio do Planalto, e colocou mais cabelos brancos em Fernando Haddad, prefeito de SP e Geraldo Alckmin, o governador.
 
Trata-se de um movimento novíssimo, que já assusta SP, inclusive os shoppings paulistas bloqueiam ou tentam bloquear páginas das redes sociais, já houve represssão policial na paulicéia, e ninguém sabe onde isso vai parar.
 
Ao que tudo indica, tende a crescer no verão e é exatamente isso que o governo Dilma não quer e já convocou uma reunião em BSB para analisar que movimento é esse, num misto das classes C/D e classe média, as quais, se sentem excluidas da sociedade ou pelo menos querem uma maior inclusão.
 
Dizem que há muitos preconceitos no Brasil que precisam ser sepultados, discriminações especialmente entre os mais pobres e mestiços, há agressões, racismo, discriminações e assim por diante. É um movimento mais complexo do que o MPL (Movimento do Passe Livre) porque tem um foco mais abrangente e locais de protestos bem identificados e que são, no Brasil de hoje, os grandes centros comerciais (os shoppings).
 
Salvador já está se mobilizando nesta direção e anuncia-se um rolezinho com a marca de convocação pelo Face de Rolé a Antiga, no bairro da Barra, considerado por eles um local da elite, embora seja mais, na atualidade, um bairro da classe média, salvo os enclaves do Morro do Gato e Morro Ipiranga.
 
Diria que o governo, desta feita, está mais preparado e organizado para enfrentar esses movimentos do que os organizados na Copa das Confederações que pegou todo mundo de calça curta. Mas, pela abrangência de suas ações, pode ser tão grave quanto os movimentos que aconteceram na Copa das Confederações.