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Sargento da PM mata homem com tiros nas costas

13 anos atrás
Caetite noticias
O corpo do homem de 32 anos, morto a tiros na cidade de Igaporã deu entrada no DPT (Departamento de policia técnica) de Guanambi e passou por necropsia no começo da tarde desta segunda-feira (29/04). Luiz Marcelo de Souza Filho morreu vítima de arma de fogo sendo a autoria dos disparos  atribuída a um Sargento da Polícia Militar. O rapaz foi alvejado na cidade de Igaporã na manhã de hoje (29/04), por volta das 9:00 horas, dando entrada no hospital da cidade e logo após vindo a falecer. Segundo relatos colhidos por nossa redação com moradores da cidade,  o homem a tempos freqüentava o Caps (Centro de Atendimento Psicossocial) e sofria das faculdades mentais. Muito conhecido por ter fascínio por ouro e tesouros o mesmo era apelidado de capitão. O episódio aconteceu no cemitério municipal da cidade onde segundo informações, Luiz estava com uma faca na mão.
Outra informação é que a população do município está indignada com o ocorrido.
 

"Hoje eu acordei com uma das piores notícias possíveis: alguém especial foi friamente assassinado em uma ação policial, ação esta que restringiu-se a assassiná-lo. Ele era divertido, gostava de me contar suas aventuras em busca do tesouro, me mostrava seu tesouro particular, ouro, prata, e pedras brilhantes. Ele me contava histórias sobre a vida e como planejava um futuro dourado. Nunca soube que tivesse feito mal a alguém. Era tímido, apesar de ter momentos nos quais conseguisse dizer aquilo que um dia virou sofrimento. Eu achava incrível que sempre que melhorava voltava à escola, é gostava de estudar.
Este sujeito encantador, era usuário do CAPS I em Igaporã, Marcelo seu nome e também e mais conhecido como Capitão. Em seu delírio me dizia que a polícia queria matá-lo, hoje me dou conta que não era delírio. Me dizia, também, que a polícia queria roubar seu tesouro, isso eu já não sei se era delírio. Sei que hoje pela manhã em um de seus episódios delirantes juntou coisas que para ele valia e foi ao cemitério, visitar seu avô, o verdadeiro Capitão, com quem estabelecia um laço tão forte que era possível através dele amarrá-lo entre o símbolico e o real. E ao sair, ele foi assassinado, como por coincidência, na porta do cemitério.
Isto que faço é uma denúncia. Um usuário do sistema de saúde mental deste país foi assassinado, a cidade está inconformada, a família em desespero, e eu estou triste e indignada. Peço que um mínimo de justiça seja feita, nem que seja despertar o sistema de saúde mental para absurdos assim.
A discussão vai longe, desde um abuso policial a uma ineficácia da rede de saúde mental do município. Darão justificativas, as mais inefáveis. O delírio é justificativa para ser morto?
Divulguem e se indignem".

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