Comparecimento às eleições pode ser usado automaticamente para comprovar que aposentados, pensionistas e outros beneficiários estão vivos e evitar procedimentos desnecessários
Uma informação importante para aposentados, pensionistas e beneficiários do INSS. O comparecimento às eleições pode ser considerado como Prova de Vida e utilizado pelo instituto para manter atualizado o cadastro de quem recebe benefícios previdenciários e assistenciais.
Na prática, quem comparece para votar gera um registro oficial que pode ser aproveitado pelo INSS. Os dados são compartilhados entre os órgãos públicos e utilizados para confirmar que o beneficiário está vivo, sem necessidade de realizar uma comprovação específica apenas para essa finalidade.
Segundo o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, quem comparece à votação pode ter essa informação computada pelo INSS como Prova de Vida.
O sistema atual foi criado justamente para reduzir filas, deslocamentos e dificuldades, principalmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Com as mudanças adotadas nos últimos anos, cabe ao próprio poder público buscar informações em suas bases de dados para confirmar a situação do beneficiário.
Isso não significa que quem não votar terá automaticamente o benefício suspenso. O INSS também cruza outras informações oficiais, como emissão de documentos e registros de atendimentos. Somente quando não encontra dados suficientes para confirmar a situação do beneficiário é que pode ser necessária uma providência adicional.
A integração com a Justiça Eleitoral já apresenta resultados expressivos. Em 2024, foram identificados eventos eleitorais relacionados a mais de 20,9 milhões de beneficiários, contribuindo para a atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida.
A orientação, portanto, é simples. Além de exercer o direito de participação nas eleições, o beneficiário do INSS que comparece para votar também gera um registro oficial que pode facilitar a realização automática da Prova de Vida.
