O juiz federal de Vitória da Conquista, João Batista de Castro Júnior, condenou o procurador federal Ruyter Dourado, o juiz de direito aposentado Ricardo Gouvêa e duas advogadas, Tâmara Cordeiro e Rafaela Dourado, por esquema fraudulento contra o INSS.

Segundo apurou o Iguanambi, Ruyter Dourado, lotado na procuradoria federal em Vitória da Conquista, operava uma organização criminosa constituída de sua filha, a advogada Rafaela Dourado, que trabalhava em sociedade com o também advogado, o juiz de direito aposentado Ricardo Gouvêa, e com Tâmara Cordeiro.

O esquema funcionava assim: o procurador federal, em razão da facilidade do cargo, acessava informações sigilosas do INSS e repassava aos demais, que então ingressavam com ações previdenciárias e indenizatórias.  Nesses processos, o mesmo Ruyter atuava fingindo defender os interesses da autarquia federal.

Essa atuação já existia entre os quatro em Salvador e se deslocou para Vitória da Conquista com a instalação em 2006, nesta Cidade, da vara da Justiça Federal.

Foram todos denunciados criminalmente pelo Ministério Público Federal.  Na sentença, o juiz condenou Ruyter a 5 anos, 5 meses e 25 dias de prisão, além de multa.  Ricardo Gouvêa pegou 3 anos , 6 meses e 15 dias. Rafaela Dourado foi condenada a 4 anos de prisão e Tâmara Cordeiro a 3 anos e 45 dias.

Na ação de improbidade, a condenação foi de perda do cargo de procurador federal para Ruyter Dourado, a quem faltavam apenas 2 meses para se aposentar,  além de multa, recomposição dos danos e suspensão dos direitos políticos por 10 anos.