Havia uma expectativa muito grande nesta legislatura que se iniciou em fevereiro último, pois, aconteceu uma renovação enorme na Casa. E, se supunha, “sangue novo” ; idéias novas. Mas, não foi isso que resultou. Foram poucas os projetos inovadores e sintonizados com o desejo dos cidadãos e alguns deputados novatos ainda não disseram para que vieram. No contexto geral, até que a Casa saiu-se bem. Conseguiu organizar as comissões temáticas em tempo recorde, o que se demorava até dois meses realizou-se numa semana; instituiu a Assembléia Itinerante com primeira sessão em Feira de Santana votando o projeto de lei da Região Metropolitana de Feira; votou regularmente os projetos (a maioria) do Executivo às terças-feiras, incluindo a polêmica Reforma Administrativa (sub-judice via oposição no TJ por considerar inconstitucional); abrigou movimentos sociais no saguão (MST, professores das universidades estaduais em greve, serventuários da Justiça e outros) e fez sua parte como a Casa da Cidadania. Claro, sempre se espera mais dos deputados e da Assembleia. Uma das frustrações foi o adiamento do projeto de lei emanado no Tribunal de Justiça que privatiza os cartórios judiciais do estado, mais de 1.600, e que prestam péssimos serviços á população. Este, sem dúvida, é o projeto mais importante tramitando na Casa e que mexe com a sociedade. Projeto complexo e que deveria ter merecido uma atenção especial.
Outro dado interessante nesta legislatura foram os desempenhos de algumas comissões, como as de Agricultura, Defesa do Consumidor, Meio Ambiente, Especial do Porto Sul, que foram ao encontro à anseios da sociedade em audiências públicas no interior. Por outro lado, sem produtividade, a Assembleia sediu muitas sessões especiais, algumas delas importantes; outras sem a menor relevância e sem público. E, claro, fez seu corporativismo reajustando os salários dos deputados, ampliando verbas de gabinetes e conferindo títulos e comendas. CLIQUE EM CONTINUAR E ACOMPANHE A ANÁLISE POR BANCADA:

