Todos já falamos ou ouvimos a frase: “No Brasil tudo começa depois do Carnaval”. Pura verdade, tanto que as empresas fogem do período pré-carnaval para lançar qualquer produto; em janeiro é um grande tiro no pé, pois as pessoas saem de férias e não vão comprar a novidade. Deixam prá depois do carnaval!
 
Sem dúvida, a alegria do Carnaval foi grande, com enredos espetaculares como: “A vitória vem da luta, a luta vem da força e a força da união”, “Aparecida, a Rainha do Brasil. 300 anos de amor e fé no coração do povo brasileiro”, “Mãe África conta a sua história: Do berço sagrado da humanidade à abençoada terra do grande Zimbabwe”; “Com as mãos e a garra de um povo sonhador, surge o contraste de uma nova metrópole – Sampa, lugar de sonhos, oportunidades e esperança”; “Meu palco é a rua”; “Amor com amor se paga. Uma história animal”; “Salvador, cidade da Bahia, caldeirão de raças, cultura, fé e alegria”; “Paz. O império da nova era”; “Core e tuba. A ópera de todos os povos, terra de todas as gentes, Curitiba de todos os sonhos”; “Convivium. Sente-se à mesa e saboreie” e “Zé do Brasil, um nome e muitas histórias”.
 
Este tema bastaria para levar à avenida nossas diferentes personalidades com toda sua força, por um ano inteiro contida, numa viagem através do tempo, relembrando os ‘Zés’ que fizeram história e que viraram até ditados populares brasileiros.
 
 
Mas, agora o Carnaval – que para alguns parece defeito e, para outros, encanto – acabou. “Ved de quán poco valor Son las cosas tras que andamos Y corremos…”, dizia Jorge Manrique, no século XV. O antropólogo Roberto Da Matta é autor de interessante análise sobre esse evento brasileiro, “Carnavais, Malandros e Heróis”.
 
Gostamos da ilusão, mas antes de nos prepararmos para o próximo, precisamos nos lembrar que com o fim deste carnaval acabou-se o que era doce, acabou-se a ilusão outra vez. Não se trata de moldar o futuro, nem de fantasiar amanhãs que cantam. Chegou a hora de deixar de sonhar e a acabar com as inseguranças da crise, do desemprego, da violência crescente, e da distância entre o sistema político e sociedade.
 
A atmosfera política decaiu de tal maneira que bloqueou as saídas. O Carnaval deu um fôlego, mas agora acabou. É necessária uma implosão para abrir horizontes nesse início do ano novo.
 
Enfim, de volta à vida real, Infelizmente, as nossas contas e compromissos não esperam o carnaval acabar para chegar, principalmente no inicio do ano onde incide a cobrança de diversos impostos, sem contar a renovação de seguro e material escolar para quem tem filhos em idade escolar.
 
E para quem deixou o ano começar somente agora depois do carnaval, é preciso correr atrás do tempo perdido, seja para conseguir um emprego, seja para estudar para concurso público, vestibular, enem, etc, etc.
 
Afinal, a concorrência “não dorme no ponto” e é aquela velha história, enquanto alguns fazem festa e pensam no hoje como se não existisse amanhã, muito estão estudando, trabalhando e se preparando para as oportunidades que iram surgir a curto prazo.
 
Sendo assim, “FELIZ ANO NOVO!”

 

 

 

 

 

 

 

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