A segurança pública na Bahia registrou um novo desdobramento nesta sexta-feira (6) com a deflagração da terceira fase da Operação Angerona. A força-tarefa cumpriu mandados em quatro municípios do estado para desarticular uma facção criminosa envolvida com o tráfico de drogas e outros crimes graves. A ofensiva policial mobilizou equipes em Salvador, Feira de Santana, Itaberaba e Xique-Xique, resultando em prisões e apreensões expressivas de material ilícito.

As investigações apontam que a estrutura da organização criminosa possui divisões claras de funções, operando de forma articulada em diferentes regiões baianas. A atuação conjunta entre órgãos de persecução penal e forças policiais busca enfraquecer as redes logísticas do grupo, que utiliza o interior e a capital para escoar entorpecentes e coordenar atividades ilícitas.

Ações integradas das forças de segurança

A operação é fruto de um trabalho conjunto coordenado pelo Ministério Público da Bahia, por meio dos grupos de atuação especial de combate às organizações criminosas e de execução penal, além da Polícia Civil, da Secretaria da Segurança Pública e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização. Os mandados judiciais expedidos pela Vara dos Feitos Relativos a Tóxicos e Acidentes de Veículos da Comarca de Feira de Santana permitiram a investida coordenada nos endereços mapeados pela inteligência policial.

Durante as diligências nas quatro cidades, os agentes conseguiram cumprir ordens judiciais e realizar prisões em flagrante. No total, seis pessoas foram detidas, sendo quatro alvos de mandados de prisão temporária e duas autuadas no momento das abordagens. As equipes também cumpriram oito mandados de busca e apreensão para recolher provas materiais que reforcem os inquéritos em curso.

Apreensões e o papel do chefe preso

Nos locais alvos da operação, os policiais apreenderam diversos celulares, pistolas, balanças de precisão e uma grande quantidade de drogas prontas para a comercialização. O material passará por perícia técnica para subsidiar os próximos passos da investigação e identificar outros possíveis colaboradores da rede criminosa.

Um dos pontos centrais da apuração policial envolve a atuação de um detento apontado como chefe da organização. Mesmo cumprindo pena no Complexo Prisional de Feira de Santana, identificado como Bernardo de Andrade Moreira Neto, conhecido como Caçador, ele mantinha comunicação e capacidade de comando sobre os subordinados, ordenando a atuação de gerentes do grupo, negociando armamentos e determinando a execução de crimes do interior para a capital.

Gerentes do tráfico e desdobramentos regionais

As apurações detalharam a função dos suspeitos presos nas diferentes regiões abrangidas pela operação. Em Salvador, Inairã Rodrigues Gonçalves, chamado de Grécia, foi detido sob a acusação de gerenciar o tráfico em Cosme de Farias, episódio em que fez a própria companheira refém durante a abordagem policial.

Em Itaberaba, Manuela de Oliveira dos Santos, conhecida como Manu, foi alvo de mandado e acabou presa em Feira de Santana, apontada nas investigações como articuladora na venda de entorpecentes e negociação de armas. Já em Xique-Xique, Marcos Roberto Lopes de Souza, Vanildo Júnior Piqui dos Santos e Rafael Gomes Barbosa de Souza foram detidos sob acusações de gerência na região e porte ilegal de armas no momento da ação.

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